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	<title>Blog das Relações Exteriores</title>
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		<title>Uuuaaauuu&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 18:02:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danúbio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A expressão pública de gozo pessoal, por parte da Sra. Hillary Clinton, ao tomar conhecimento da prisão do ex-dirigente líbio Muamar Kadafi, causou perplexidade não só nos círculos oficiais brasileiros, o que não quer dizer que o ex-Presidente, dizimado por compatriotas, a serviço da OTAN, seja anjo ou demônio. A verdade é que toda essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdasrelacoesexteriores.com.br/wp/wp-content/uploads/2011/10/Hillary_Clinton_189405012.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-214" title="Hillary_Clinton_189405012" src="http://www.blogdasrelacoesexteriores.com.br/wp/wp-content/uploads/2011/10/Hillary_Clinton_189405012-300x209.jpg" alt="" width="180" height="125" /></a>A expressão pública de gozo pessoal, por parte da Sra. Hillary Clinton, ao tomar conhecimento da prisão do ex-dirigente líbio Muamar Kadafi, causou perplexidade não só nos círculos oficiais brasileiros, o que não quer dizer que o ex-Presidente, dizimado por compatriotas, a serviço da OTAN, seja anjo ou demônio. A verdade é que toda essa política, cada vez mais escaldante, no Oriente Médio ainda reflete os restos de uma guerra-fria entre capitalismo/comunismo, por diversas razões. Uma delas – por incrível que pareça &#8211; é que o modelo vigente na região, até há pouco, de feroz anticomunismo religioso, interessou ao próprio Ocidente, junto à rapina do seu petróleo, até que movimentações internas, nos respectivos países, passaram a criar problemas para os próprios aliados antimarxistas, inclusive, em Israel.</p>
<p>O agravamento da crise mundial (não só) econômica, a partir das crescentes dificuldades internas e externas, dos Estados Unidos, também mexeu no status quo árabe/islâmico. Vemos agora todos os dias o agravamento nas relações Estados Unidos/Paquistão, por exemplo, que culminaram com Washington rompendo um pacto bilateral. Os norte-americanos, por razões múltiplas, viram-se obrigados a liquidar, no próprio solo paquistanês, um amado comparsa de terrorismo, Osama Bin Laden, que se refugiara no país aliado com aprovação mútua, de ambas as partes.</p>
<p>Ou seja: o Ocidente perdeu por completo – digamos – o controle sobre o Oriente Médio, obrigando-se a aceitar reveses e, ao mesmo tempo, criar soluções imperiais que, de certa forma, também desgostam seu aliado regional mais fiel, a poderosa Arábia Saudita. Criou-se até o eufemismo de que – livre das amarras de Washington &#8211; a OTAN passar a agir, como se fosse autônoma, por ali, na base da bomba e do avião invisível. A ordem era – e continuará assim &#8211; desestabilizar dirigentes que, enfraquecidos em seus dilemas internos e diante de rivalidades na vizinhança, teriam de largar o poder, por bem ou por mal, em favor de uma democracia sem qualquer tradição histórica, importada do Ocidente.</p>
<p>A manifestação de júbilo da Secretária Hillary Clinton é apenas uma pequena amostra, em sua alegria nervosa e – segundo uma patente militar &#8211; com tintas sádicas, quanto às cada vez maiores dificuldades dos Estados Unidos no Oriente Médio, que devem se agravar com a votação da ONU relacionada ao desejo legítimo da OLP, em se tornar um Estado, livre e soberano. E por que não?, o Ocidente não criou rapidamente um, artificial, com a ajuda da OTAN, chamado Kôsovo?</p>
<p>Foi terrível, para Washington, ter ainda de combinar com Israel sobre a soltura de pouco mais de mil prisioneiros palestinos, em troca apenas de um soldado pálido e amedrontado, que, tão logo se viu livre, pediu entendimento a todos os lados do conflito, visando a paz duradoura&#8230; Uuuaaauuu, expressou-se a senhora, gostosamente alto e quase em delírio, diante das primeiras imagens de um Muamar Kadafi semimoribundo, que, até há bem pouco, perdoado pelo Ocidente, também passaria a colaborar contra o terrorismo regional&#8230;</p>
<p>Será que ela também se expressou da mesma forma, diante da declaração dos novos dirigentes líbios, assegurando que o país seria regido pela sharia? E agora? Apoiar esse sistema religioso, nos dias de hoje, já não é o mesmo como no passado, causa outros tipos de incômodo político, os direitos humanos atuais são tão diferentes&#8230;</p>
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		<title>O Brasil e os turcos</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 17:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danúbio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eram os Estados Unidos, até bem pouco, os senhores absolutos da América Latina, mas, pelo que pensam os analistas brasileiros, a região – apesar de ainda dominada por Washington, com mais estratégia do que diplomacia – passou a sofrer alterações, consideradas para melhor, diante de tantos intercâmbios. As nossas embaixadas, inclusive, dobraram as suas tarefas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eram os Estados Unidos, até bem pouco, os senhores absolutos da América Latina, mas, pelo que pensam os analistas brasileiros, a região – apesar de ainda dominada por Washington, com mais estratégia do que diplomacia – passou a sofrer alterações, consideradas para melhor, diante de tantos intercâmbios. As nossas embaixadas, inclusive, dobraram as suas tarefas, encaminhando a Brasília notícias sempre atualizadas a respeito, por exemplo, de chineses, iranianos e russos, embora outros governos de fora do continente, apesar ainda de tímidos, venham marcando cada vez mais presença na área.</p>
<p>Crescem, por exemplo, as esperanças de que a Turquia – ainda injustamente fora da Comunidade Européia, por puro preconceito – se aproxime com mais velocidade do Brasil e do continente, sendo este momento considerado excelente, quando nossos dois governos, atuando em conjunto, ajudaram o Irã a encontrar parte do seu caminho nuclear, ‘que vem sendo alvo de certo destempero internacional’, conforme palavras de alta patente da Marinha.</p>
<p>É bem vista, por sinal, a intenção de empresários turcos em se estabelecerem entre nós, com vistas ao Mercosul, tendo as declarações recentes dos presidentes respectivos da Câmara de Comércio de Istambul, Murat Yalçintas, e da Comissão Brasil/Turquia de Comércio (além de vice da Federação das Indústrias da Turquia), Mehmet Aykut Eken, sido bem avaliadas, e não só por nossos funcionários desses setores.</p>
<p>A verdade é que, a expansão da política externa do Brasil, quebrando barreiras e tabus, também nos levou a crescer os olhos para a política exterior da Turquia. Entende-se que o seu governo exerce um papel, neste momento, muito mais ágil, quer junto à OTAN (onde se integra), quer em relação ao Oriente Médio. Examina-se com lupa os desdobramentos das relações diplomáticas e estratégicas turcas com Tel Aviv ou a respeito de como Ancara trabalha sua problemática curda. Espera-se, pois, que não nos separemos depois de trocas positivas de opiniões, a três, com Teerã, esperando os brasileiros, pelo que se ouve falar, que possamos trocar mais análises, não apenas nos campos comercial e diplomático.</p>
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		<title>A vingança de Pinochet</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 17:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danúbio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A crise econômica da Espanha atual, totalmente integrada à européia, escondeu um pouco um outro acontecimento político grave, ocorrido em Madri há poucos dias. Trata-se do afastamento, de suas funções, do juiz Baltazar Garzón, determinado pela unanimidade do Judiciário de seu país, a pretexto de o magistrado insistir em sua competência para conduzir investigações sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdasrelacoesexteriores.com.br/wp/wp-content/uploads/2010/05/juez-baltazar-garzon.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-208" title="juez-baltazar-garzon" src="http://www.blogdasrelacoesexteriores.com.br/wp/wp-content/uploads/2010/05/juez-baltazar-garzon.jpg" alt="" width="180" height="163" /></a>A crise econômica da Espanha atual, totalmente integrada à européia, escondeu um pouco um outro acontecimento político grave, ocorrido em Madri há poucos dias. Trata-se do afastamento, de suas funções, do juiz Baltazar Garzón, determinado pela unanimidade do Judiciário de seu país, a pretexto de o magistrado insistir em sua competência para conduzir investigações sobre as quase 120 mil vítimas da Guerra Civil Espanhola (1936/1939) – entre elas, o extraordinário humanista e poeta Federico García Lorca. Não se trata aqui de entrar no mérito da pretensão política do juiz, se ele extrapolou ou não em sua idéia ou se praticou abuso de poder, algo, aliás, bastante comum na conjuntura internacional, quando interessa a alguma nação.</p>
<p>As dificuldades do Dr. Baltazar Garzón tiveram início há dois anos, quando – segundo consta &#8211; imaginou entrar no assunto, sob o argumento de os crimes de qualquer guerra civil não poderem prescrever. Aquele conflito (sente-se) continua a ser tabu para o Ocidente, que apoiou, sem vacilação alguma, o general Francisco Franco (sob as bênçãos fervorosas do Vaticano), na derrubada de um governo eleito e legítimo.</p>
<p>Dizem que os fantasmas não existem, mas, pelo menos neste caso, é interessante relembrar os porquês de tamanho ódio guardado contra o magistrado, que jamais integrou movimentos de esquerda, ao contrário. Foi ele quem determinou a prisão, em Londres, do ditador Augusto Pinochet, em 1998, na tentativa de extraditá-lo à Espanha, quando seria julgado pelos crimes de lesa-humanidade, ao chefiar o golpe de Estado contra o Presidente eleito Salvador Allende – ao qual também nunca esteve ausente a mesma espécie de assessoria internacional condutora do general Francisco Franco ao poder.</p>
<p>A queda do magistrado, e desta forma, segundo a Vice-Presidente Maria Teresa Fernández de la Vega, é preocupante para as instituições democráticas de seu país, por ser ele, inclusive, inimigo feroz do terrorismo separatista do ETA. Mas, ao que parece, os arquivos da guerra civil ainda falam muito mais alto que as almas dos chacinados, quer na Espanha, quer no Chile.</p>
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		<title>Agruras japonesas</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 17:52:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danúbio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Funcionários brasileiros passaram a prestar atenção, de forma mais acentuada e preocupante, ao que se passa no Japão de hoje, tentando entender melhor os motivos de tanta instabilidade política, com seguidas trocas de autoridades. Chegam, até, a lembrar, mal comparando, o que se passava na Bolívia, por exemplo, em épocas passadas, embora sejam civilizações completamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdasrelacoesexteriores.com.br/wp/wp-content/uploads/2010/05/yukio_hatoyama.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-205" src="http://www.blogdasrelacoesexteriores.com.br/wp/wp-content/uploads/2010/05/yukio_hatoyama.jpg" alt="" width="180" height="123" /></a>Funcionários brasileiros passaram a prestar atenção, de forma mais acentuada e preocupante, ao que se passa no Japão de hoje, tentando entender melhor os motivos de tanta instabilidade política, com seguidas trocas de autoridades. Chegam, até, a lembrar, mal comparando, o que se passava na Bolívia, por exemplo, em épocas passadas, embora sejam civilizações completamente diferentes. Já se fala, por exemplo, na hipótese de o Primeiro-Ministro Yukio Hatoyama – que mal chegou a oito meses no poder – renunciar, afogado por uma série de múltiplos problemas, cujo carro-chefe parece ser a mexida no vespeiro das bases norte-americanas, instaladas no país desde a Segunda Guerra. A imprensa internacional, talvez por coincidência, passou a se referir ao Primeiro-Ministro, com um certo desdém, como apenas um ‘esquerdista’, a pretexto de o pai haver admirado o dirigente comunista chinês, Mao tsé-tung, segundo consta.</p>
<p>Será que esse político eminente, ao participar da estrondosa vitória do seu Partido Democrático Japonês contra o rival Partido Liberal Democrático, sentia-se assim tão fortalecido, a ponto de poder afastar a (já incômoda) presença estrangeira? (Atenção, não se trata de expulsar ninguém do país, mas apenas afastar o pessoal de um ponto de Okinawa para outro, um pouquinho além, na mesma ilha, nada mais.)</p>
<p>Prosseguiu, em seu governo, sem novidades, o festival de corrupções e escândalos, algo que, na verdade, tornou-se lugar-comum em qualquer sociedade contemporânea, de vez que o capitalismo também se alimenta dessas coisas. Estudiosos brasileiros entendem que, por mais que o Primeiro-Ministro se esforce para revitalizar a economia, etc., o seu êxito, nesta área, não teria tanta importância, pelo fato de, em vez de se ocupar apenas nisto, precipitar-se e ampliar as relações comerciais, diplomáticas e mesmo estratégicas com a China. Ora, talvez Sua Excelência e seu grupo também apreciassem, quem sabe, ganhar mais autonomia própria, a fim de agir e opinar a respeito da vizinhança em geral. O relacionamento com a Coréia do Norte, por exemplo, é conflituoso, de parte a parte, mas será que Tóquio, neste momento, não gostaria de ajudar a agilizar, à sua moda, o Grupo dos Seis? Será que não há, escondidos, uma série de outros interesses nacionais específicos, diante do futuro ainda incerto da Península Coreana?</p>
<p>Os japoneses compreendem o como a região os trata com reserva, e o Primeiro-Ministro Yukio Hatoyama, bombardeado de todas as formas (até por usar camisa colorida, não tradicional ao formalismo nipônico), sabe que não pode escorregar na casca de banana do pleito de julho, para a Câmara Alta. Serão milhares os eleitores a opinar contra ou a favor do seu mandato, mas, no exterior, existe um somente este &#8211; que pode, na verdade, decidir o seu destino: Washington.</p>
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		<title>Russos e Oriente Médio</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 17:40:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danúbio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Determinadas consultas ditas ‘não-oficiais’, por parte de certos diplomatas estrangeiros, provocam em Brasília reações já consideradas irritantes, Há quem demonstre um certo cansaço diante de pedidos de audiências sem qualquer importância bilateral, embora alguns funcionários prefiram o bom humor, chegando à maldade de responder às ‘dúvidas’ alheias com toques de desinformação. Isto acaba de ocorrer, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdasrelacoesexteriores.com.br/wp/wp-content/uploads/2010/05/medvedev.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-202" src="http://www.blogdasrelacoesexteriores.com.br/wp/wp-content/uploads/2010/05/medvedev.jpg" alt="" width="180" height="158" /></a>Determinadas consultas ditas ‘não-oficiais’, por parte de certos diplomatas estrangeiros, provocam em Brasília reações já consideradas irritantes, Há quem demonstre um certo cansaço diante de pedidos de audiências sem qualquer importância bilateral, embora alguns funcionários prefiram o bom humor, chegando à maldade de responder às ‘dúvidas’ alheias com toques de desinformação. Isto acaba de ocorrer, quando se pretendeu saber, por exemplo, o que pensamos a respeito da viagem do Presidente Dimitri Medvedev à Síria e à Turquia.</p>
<p>A culpa por ainda haver esse tipo de encontro, ridículo e não-pragmático, cabe a nós mesmos, infelizmente, afinal, participávamos de uma aliança internacional contrária à ideologia comunista. Chegou-se a um ponto de, mesmo depois da liquidação da utopia marxista-leninista pelo mundo, há tanto tempo, os negócios bilaterais com as nações ex-comunistas continuarem tímidos. Jornais, revistas, rádio e televisão continuam se comportando como se aquelas nações não existem, não voltaram à Democracia Representativa. Atentados terroristas em países do Ocidente merecem muito mais destaque e repúdio do que quando o mesmo ocorre em nações do chamado ex-império soviético.</p>
<p>Por que teríamos de seguir dando satisfações a terceiros, sobre o que pensamos, ou não, quanto a visitas do (no caso) Presidente Dimitri Medvedev à Síria e à Turquia? Já não nos basta a chateação ininterrupta, contrária à ida do Presidente Lula ao Irã?  É elementar que os passos de Moscou também são acompanhados no Brasil, analisando-se em minúcias a sua reaproximação com a América Latina, onde cada conversação ou acordo é motivo de reflexões – às vezes, próprias, às vezes induzidas. O certo é que já se entende, quanto ao Oriente Médio, algo simples de observar, em determinadas salas oficiais: os russos ampliam os contatos com a região, de forma gradual, lenta e segura, aproveitando bem o fato de o Ocidente se afundar por ali todos os dias, e não apenas no campo diplomático.</p>
<p>Árabes, israelenses (estes, por razões múltiplas, mas, de qualquer forma, surpreendentes), persas, turcos, etc., passaram a conviver com autoridades russas, dispostos a entendimentos que, no passado comunista, lhes eram assustadores. A questão palestina, por exemplo, só tende a piorar, se continua aos cuidados exclusivos de israelenses e norte-americanos. O Brasil considera que, sem a entrada em cena de outros interlocutores (inclusive, nós mesmos), a situação tende ao caos. Analistas mais ousados, de passado anticomunista, até aventam a hipótese de Moscou já dispor de forças diplomáticas capazes de, quem sabe, evitar desdobramentos, ainda mais agressivos, nos conflitos no Oriente Médio – impedindo, por exemplo, uma invasão ao Irã, por parte de Tel Aviv, sempre tão alinhado com Washington.</p>
<p>O Presidente Dimitri Medvedev, conforme notinhas na imprensa brasileira, acaba de se transformar em arguto pombo-correio, levando ao colega sírio, Bashar Assad, uma mensagem de paz de um terceiro colega, o israelense Shimon Peres. Ora, se no Brasil, apesar de tanta lentidão, já se compreende um pouco sobre tais coisas, por que os outros tentam se fazer – ou insistem em nos fazer de bobos?</p>
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		<title>Península Coreana</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 17:39:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danúbio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez não haja mais tempo, o segundo semestre é só eleição, mas, consta que interesses diplomáticos e estratégicos brasileiros consideram a hipótese de o Presidente Lula ainda poder visitar as duas Coréias. Há, no entanto, quem considere esta idéia  ‘inconveniente’, por várias razões, entre elas, o clima de tensão (eterno) entre as partes foi agravado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdasrelacoesexteriores.com.br/wp/wp-content/uploads/2010/05/coreia-norte-sul.jpg"><img class="size-full wp-image-200 alignleft" src="http://www.blogdasrelacoesexteriores.com.br/wp/wp-content/uploads/2010/05/coreia-norte-sul.jpg" alt="" width="180" height="174" /></a>Talvez não haja mais tempo, o segundo semestre é só eleição, mas, consta que interesses diplomáticos e estratégicos brasileiros consideram a hipótese de o Presidente Lula ainda poder visitar as duas Coréias. Há, no entanto, quem considere esta idéia  ‘inconveniente’, por várias razões, entre elas, o clima de tensão (eterno) entre as partes foi agravado pelo afundamento repentino, há quase três semanas, de um navio da Marinha sul-coreana – episódio atribuído aos norte-coreanos.</p>
<p>Há quem, no Brasil, continue sem saber o que seja globalização, e, nela, o papel de cada povo e governo. Gente que se considera culta e de alto nível intelectual, chega a perguntar, por ignorância e/ou má-fé, o que temos a ver com, por exemplo, as questões diplomáticas, estratégicas e políticas relacionadas às Coréias, chegando-se até a desconhecer que as duas são uma só, separadas por uma guerra ideológica que já completou meio século de guerra, na prática, e de confrontos de palavras, daí por diante. (Ressalte-se que, até agora, não existe qualquer desejo internacional em que esse impasse seja resolvido.)</p>
<p>O Grupo dos Seis (China, Estados Unidos, Japão e Rússia, além das próprias Coréias), criado há décadas, justamente para encontrar soluções, muito além do apenas bilateral, é uma entidade natimorta, devido a injunções de toda ordem, entre estas, o desejo de alguns no sentido de essa guerra-fria regional não ter limites. O mundo muda a todo instante, mas, liquidada a utopia marxista-leninista, não restou à Humanidade senão conviver com a nenhuma paz e segurança do sistema capitalista sobrevivente.</p>
<p>O Brasil não pode fugir, como nação que se pretende (pelo menos isto) autônoma, deixar de também opinar a respeito, abandonando a passividade antinacional sobre o que se passa na globalização. Devemos, sim, ajudar a mexer na inércia e impasse – propositais, segundo analistas e diplomatas – em que se transformou o Grupo dos Seis, conversando mais e buscando formular idéias unitárias, a respeito, junto a cada país envolvido na questão. Muitos ainda não entendem o que seja ‘política de Estado’, onde os nossos interesses exigem o estabelecimento de relações diplomáticas plenas, com todos os países.</p>
<p>O conflito entre as Coréias, segundo vozes oficiais brasileiras, não deve ser reduzida à simples condenação de uma das partes, no caso, a do Norte. Torna-se necessário que todo esse nó seja desatado de forma bem mais ampla, não se podendo esquecer de pensar no futuro da Península Coreana, como um todo – embora esse desdobramento não interesse muito aos donos da guerra-fria. Também parece enganosa a idéia de que só a China tem responsabilidade para decidir os impasses do vizinho (como se Pyongyang fosse bebezinho). A influência de Pequim é indiscutível, sim, em relação aos norte-coreanos, mas, avança o diálogo, e não só em trocas comerciais, sobre Seul e Tóquio. Cabe aos norte-coreanos – que sabem também mexer com a fusão nuclear, segundo a imprensa &#8211; decidirem o seu futuro; e isto é o desejo de o Brasil lhes reafirmar, olho-no-olho, mas, ao mesmo tempo, apelarmos no sentido de eles facilitem mais o diálogo com as nações de fora do Grupo dos Seis.</p>
<p>Há, no entanto, quem defenda a hipótese da viagem do Presidente dar-se apenas à Coréia do Sul, o que seria, para outros setores do mesmo governo, algo contraditório: como seria possível trabalhar a paz apenas com um dos lados?.</p>
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		<title>Temor só por Cristina?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 17:33:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danúbio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A voz lúgubre e terrorista que alcançou a Presidenta da Argentina, a bordo de seu helicóptero de trabalho, assustou a burocracia oficial de Brasília, não só pela novidade desse tipo de ação nos dias contemporâneos. As primeiras impressões por aqui, embora ainda preliminares, são no sentido de que o desespero radical de hoje – filho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-191" title="cristina_kirchner" src="http://www.blogdasrelacoesexteriores.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/12/cristina_kirchner.jpg" alt="cristina_kirchner" width="180" height="180" />A voz lúgubre e terrorista que alcançou a Presidenta da Argentina, a bordo de seu helicóptero de trabalho, assustou a burocracia oficial de Brasília, não só pela novidade desse tipo de ação nos dias contemporâneos. As primeiras impressões por aqui, embora ainda preliminares, são no sentido de que o desespero radical de hoje – filho e neto do gerenciamento anticomunista, nascido a partir dos Anos 60 em maternidade norte-americana – continua a render seus frutos, com desdobramentos aparentemente autônomos.</p>
<p>O Brasil, mostrando-se assustado com essa barbaridade que abalou a Sra. Cristina Kirshner, dirigente máxima de seu país, eleita pelo voto popular, já deve saber que a tal voz não surgiu do Além, em um transporte oficial no ar, ligado à segurança nacional. Será que a Unasul, mesmo minada de propósito pelas sete bases estrangeiras na Colômbia, não poderia tratar desses assuntos, conclamando seus integrantes a adotar uma posição antiterrorista perene, na América Latina?</p>
<p>Por que, junto à diplomacia continental, não se exigir o fim desses atos, chamando a atenção dos países que sempre ampararam o terrorismo, e não apenas em nosso continente? Todas essas ‘vozes’, afinal, são remanescentes de um passado recente, onde, em nome de Deus, praticava-se todo tipo de Diabo político, misturando-se hegemonia com racismo, etc., etc.</p>
<p>Existe uma quase certeza no governo brasileiro, embora não pretenda se expressar de público, a respeito: uma derrota nas urnas, por parte da Presidente do Chile, Michelle Bachelet, fará a festa de um circuito regional, contra o Brasil e outros governos ditos progressistas. A vitória do Sr. Sebastián Piñera, pelos comentários, fortaleceria, e muito, nesse caso, a conexão diplomático/estratégica recém-oficializado em Bogotá. Seria um alívio diante da vitória esmagadora do Presidente Evo Morales, na Bolívia, e, acima de tudo, recriaria antigas tensões entre chilenos e argentinos.</p>
<p>O Itamarati e outras áreas oficiais não chegam a perder o sono diante dos ‘problemas’ políticos que nos cercam na vizinhança, é verdade. Mostram-se cada vez mais pragmáticos e – de certa forma – entendem o que se passa, para lá e para cá. Mas, diante dessa voz cavernosa, substituindo Carlos Gardel por expressões no mínimo anticavalheirescas, contra a Sra. Cristina Kirshner, houve quem substituísse uma chícara de chá verde por uma dose de conhaque. A notícia chegou de Buenos Aires bem antes de a imprensa publicar algo a respeito, e o dia nublado em Brasília ajudou bastante na troca.</p>
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		<title>Misterioso, por quê?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 15:03:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danúbio Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Chamou a atenção de observadores, na burocracia brasileira, uma reportagem estampada no Correio Brasiliense (13/12), sobre ‘um empresário bem sucedido, militar’, etc., chamado, inclusive, de braço-direito do Presidente Hugo Chávez. Trata-se do Sr. Jhonny Rangel, pelo que se lê, e o mais  curioso é que a publicação traz algumas minúcias a seu respeito, demonstrando, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chamou a atenção de observadores, na burocracia brasileira, uma reportagem estampada no Correio Brasiliense (13/12), sobre ‘um empresário bem sucedido, militar’, etc., chamado, inclusive, de braço-direito do Presidente Hugo Chávez. Trata-se do Sr. Jhonny Rangel, pelo que se lê, e o mais  curioso é que a publicação traz algumas minúcias a seu respeito, demonstrando, de forma clara, que nem tudo sobre ele foi repassado por quem o segue, dia e noite. A sua vida &#8211; pessoal e profissional – tornou-se ‘objeto de acompanhamento de lupa internacional, já faz algum tempo, pelo que sabemos’, segundo um funcionário da Esplanada dos Ministérios.</p>
<p>Havia informações antecipadas de que a matéria seria publicada, com objetivos ainda não totalmente conhecidos, sabendo-se, por enquanto, que forças extraterrestres parecem interessadas em misturar, de modo venenoso, no mesmo liquidificador, Argentina, Brasil e Venezuela. Lamenta-se é que nem todos os funcionários estrangeiros que chegam ao Brasil são alvo dos mesmos cuidados exteriores. Alguns deles, como essa pessoa de Caracas, são monitoradas a partir do seu próprio país, sabendo-se da existência de interesses alienígenas em acompanhar essas viagens no Brasil, pelo que consta.</p>
<p>Já o mesmo não ocorre com outros tipos de servidores internacionais, que chegam a desembarcar como se fossem os donos do Brasil e, por aqui, desenvolvem atividades nem sempre gloriosas. O problema é que esses sempre imaginam que somos uma nação de bobos e não os vemos, também, nem aos seus contatos, muitos deles clandestinos.</p>
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		<title>Os desesperados</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:59:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danúbio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A ascensão do Presidente Barak Obama foi saudada por milhões de pessoas honestas, pelo mundo afora, como um sopro renovador na política dos Estados Unidos, depois do Período Bush. A lua-de-mel, no entanto, para os ingênuos, durou muito pouco, diante da barbárie com que Washington segue tratando suas relações internacionais. Funcionários brasileiros, por exemplo, parecem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-185" title="HilaryClinton" src="http://www.blogdasrelacoesexteriores.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/12/HilaryClinton.jpg" alt="HilaryClinton" width="180" height="180" />A ascensão do Presidente Barak Obama foi saudada por milhões de pessoas honestas, pelo mundo afora, como um sopro renovador na política dos Estados Unidos, depois do Período Bush. A lua-de-mel, no entanto, para os ingênuos, durou muito pouco, diante da barbárie com que Washington segue tratando suas relações internacionais. Funcionários brasileiros, por exemplo, parecem cada vez mais alarmados com o retorno do tacape ‘diplomático’, onde os golpes de Estado e as ameaças com o dedão apontando voltaram a ser algo normal.</p>
<p>A Secretária Hillary Clinton, por exemplo, acaba de nos proporcionar mais uma dessas desfeitas, ameaçando o País de sofrer ‘conseqüências’, se continuarmos – e o continente – conversando e mantendo contatos com o Irã. Chamou a atenção, dentro do Governo, mesmo junto a funcionários simpáticos a Washington, o esbugalhamento dos olhos dessa pessoa, ao expelir palavras de tanto rancor contra a região, na mesma linha de ferradura do ex-Vice-Presidente Dick Chenney.</p>
<p>Até nem se entendeu bem o que ela quis dizer, ao pronunciar a expressão ‘flertar com o Irã’, inclusive, porque os governos que mantêm relações com Teerã, na América Latina, já ultrapassaram essa fase, namoram para valer, cada qual a seu modo, cada qual partindo para o casamento.</p>
<p>‘Tamanha grosseria em declarações desse tipo’ (textual, de uma patente que trabalhou afim com Washington, contra o comunismo) virou até banalidade, de tanto ser repetida, afinal, o próprio Presidente Barak Obama, ao receber o Prêmio Nobel da Paz (arranjado para ele, aparentemente), levou os seus ultras a sentirem mais prazer, com suas palavras na cerimônia de Oslo, que na cama com as esposas. Ou seja, Sua Excelência rasgou de vez o verbo, ao considerar as guerras – como a do Afeganistão – moralmente justificáveis!<br />
Os norte-americanos, se pisassem no chão, talvez pudessem entender os porquês de perderem mais e mais amigos e simpatizantes, a cada dia. Colocar sete bases na Colômbia não é mais perigoso do que manter-se relações comerciais e diplomáticas com Teerã? Os brasileiros souberam fazer amigos, na região, ao integrarem a aliança profissional anticomunista, bancada, aliás, por Washington. Talvez por isso, está de posse dos objetivos reais quanto àquelas bases &#8211; inclusive, em hipóteses contra nós.</p>
<p>Analistas e diplomatas, por aqui, se dizem tranqüilos, diante dessas ameaças de boca, além de sorridentes diante de tamanho ódio espumante. Só temem se alguma dessas explosões de imaturidade política resultar em alguma morte, por enfarto do miocárdio. É bastante, para os brasileiros, diante do que parecem saber, a respeito das bases estrangeiras na Colômbia, manterem a fleugma.</p>
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		<title>Bin Laden, sempre</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 17:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danúbio Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gaves, continu a imaginar que a população mundial é formada por débeis mentais, como é próprio, aliás, da mentalidade de seu país, em relação ao resto da Humanidade. Acaba de declarar, em programas de televisão arquitetados, que ninguém nos Estados Unidos sabe, ‘há anos’, por onde anda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-182" title="bin-laden" src="http://www.blogdasrelacoesexteriores.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/12/bin-laden.jpg" alt="bin-laden" width="180" height="166" />O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gaves, continu a imaginar que a população mundial é formada por débeis mentais, como é próprio, aliás, da mentalidade de seu país, em relação ao resto da Humanidade. Acaba de declarar, em programas de televisão arquitetados, que ninguém nos Estados Unidos sabe, ‘há anos’, por onde anda aquele velho comparsa norte-americano de atividades profissionais anticomunistas e terroristas, Osama bin Laden! Parece que continuam fortes as saudades desse bom amigo, a ponto de, volta e meia, seus camaradas de Washington voltarem a despistar, inocentes, dizendo que perderam a pista de um companheiro tão amado de aventuras e desestabilizações pelo mundo afora.</p>
<p>O Presidente Barak Osama, aliás, Obama, anuncia o envio de mais tropas para combater os talibãs e outros terroristas, no Afeganistão – cujas gerações foram, seguidamente, criadas, treinadas e mantidas pelos próprios norte-americanos. A problemática paquistanesa encaminha-se para algo bem mais incômodo aos planos regionais dos Estados Unidos e Otan, com desdobramentos que já respingam na Arábia Saudita e na Índia, cada qual a seu modo.</p>
<p>Chegaram ao Brasil análises não-ocidentais dando conta de que espalha-se, dentro e fora das mais profundas cavernas, gargantas e ásperas montanhas da região, um ódio mortal, não apenas entre as populações afegã e paquistanesa, contra a ocupação estrangeira. Ora, o aviso de que mais tropas serão enviadas quer dizer, em outras palavras, que a situação de guerra tornou-se  definitiva, que se danem as conseqüências presentes e futuras!</p>
<p>Falar apenas em Osama bin Laden, de modo tão saudoso, parece um despiste estratégico relacionado a alguma coisa bem mais rude, a caminho, visando transformar tudo por ali em um novo Vietnã. Baixas nas tropas ocidentais? Ah, paciência, as orações existem para isso mesmo, ou seja, vangloriar quem morre não apenas pela pátria, mas por uma causa e uma bandeira, não importa se invasoras. Repita-se um pouco da documentação recém-chegada a Brasília: danem-se as conseqüências, o mundo ainda corre segundo o que determinamos! A parceria do passado foi traída por esses (hoje) dissidentes de planos anteriores tão bonitos!</p>
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